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Bancos de Loop's

Ritmos Brasileiros Vol.1

por Leonardo Gorosito

  • Mais de 1.163 arquivos dividos por gênero musical, instrumento, bpm, categoria e tipo de microfonação.
  • 17 Ritmos populares como coco, maracatu, frevo, caboclinho e mais
  • Ideal para pré-produções e produções de canções, instrumentais, beats, samples, trilhas acústicas e eletrônicas.
  • Compatível com qualquer DAW (WAV 48 /24 bits)
  • PDF explicativo falando sobre a concepção e sobre cada um dos ritmos gravados.
  • Criado no Juá estúdio com toda a estrutura de um estúdio profissional.

>>> Mais informações

R$ 99,90

Informações Técnicas

Após a finalização da sua compra, você receberá um link direto para download do pacote. Também enviaremos o material por e-mail para garantir fácil acesso.

1. Baixe o arquivo ZIP e extraia o conteúdo em seu computador.
2. Dentro da pasta, você encontrará os loops e samples organizados por ritmo, instrumento e BPM.
3. Importe os arquivos WAV diretamente para sua DAW (Ableton, Logic, FL Studio, Reaper, etc.).
4. Arraste os loops para sua linha do tempo ou utilize os one- shots para criar novos grooves.
5. Os arquivos são 100% compatíveis com qualquer software de produção musical que leia arquivos WAV.

Nossos loops e samples foram criados para facilitar sua produção e trazer identidade para suas faixas. Cada som carrega características rítmicas e timbrísticas únicas da música brasileira, gravados com instrumentos reais e músicos experientes.

Você pode utilizar os loops diretamente em sua timeline para criar grooves autênticos em poucos segundos. Mas se quiser ir além, corte, processe ou edite os arquivos com efeitos e técnicas de produção — essa é uma ótima forma de criar texturas originais e dar a sua própria assinatura sonora ao material.

Há muito tempo procuramos por bancos de loops que facilitem nossa vida ao trabalhar com música brasileira, seja para melhor preparar pré-produções, complementar instrumentações ou viabilizar trabalhos de baixo orçamento. É comum ficarmos reféns de alguns “play alongs” disponíveis em sites da internet ou em gravações caseiras, que nem sempre apresentam qualidade suficiente para um trabalho de alto nível. Dadas estas demandas, o Estúdio Juá, em parceria com o percussionista Leonardo Gorosito, criou um complexo banco de ritmos brasileiros que abrangem desde ritmos populares mais difundidos da música brasileira, até ritmos mais tradicionais restritos a regiões específicas do nosso país. Nesse pacote, você receberá:

  • Caboclinho (Perré, Baião e Guerra)
  • Cavalo-Marinho
  • Ciranda
  • Coco
  • Coco de Zambê
  • Forró (Baião, Forró, Arrasta-pé, Xote, Xote (swing))
  • Frevo
  • Maracatu Nação
  • Maracatu Rural
  • Samba

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Sobre os Ritmos

Caboclinho

O Caboclinho é uma das manifestações populares mais antigas do Brasil, com alguns grupos sendo fundados ainda no final do século XIX. Com forte influência indígena, sua dança reúne complexos passos com cruzamento de pernas e saltos que exigem muita força e agilidade. As coreografias são realizadas com os brincantes em fila formando dois cordões, os quais, em conjunto, realizam diversas manobras relembrando movimentos de guerra. Musicalmente, dentro do Caboclinho, existem três ritmos distintos: Perré, Baião e Guerra, sendo o primeiro um pouco mais cadenciado e o último bastante acelerado. Dos instrumentos que integram o grupo musical temos a gaita, o caracaxá e o bombo. A gaita, também conhecida por inúbia, é um tipo de flauta, responsável por ornamentadas melodias. O caracaxá é um instrumento da família dos chocalhos e são tocados em par. Além do bombo (ou surdo), por vezes um atabaque também se faz presente, o qual executa o ritmo da macumba

Cavalo-Marinho

O Cavalo-Marinho é uma manifestação popular que reúne música, teatro, dança, poesia e artes visuais. Há registros desde os tempos imperiais de que a brincadeira existe, e seus sujeitos, escravizados ou libertos, misturavam cultura em uma linguagem comum a todos – uma linguagem afro-brasileira de reinterpretação do cotidiano rural da zona canavieira. As apresentações, que ocorrem normalmente durante o período natalino, são realizadas ao ar livre, começando a noite e terminando somente ao nascer do sol. O folguedo pode ser considerado tanto secular quanto profano e retrata a história de uma festa encomendada por Capitão Marinho em homenagem ao Santo Rei do Oriente. Dois personagens centrais, Mateus e Bastião, são o fio condutor do brinquedo, interagindo com diversas figuras mascaradas como Mestre Ambrósio, Véia do Bambu, Pisa Pilão e Morte. O ápice do baile é dado pela Dança dos Arcos, onde um grupo de dançarinos executa coreografias compartilhando grandes arcos ornamentados com fitas coloridas. A música é parte fundamental no Cavalo-Marinho e é interpretada por um grupo de músicos sentados em um longo banco de madeira. A rabeca e a voz dão a harmonia e melodia, acompanhados ritmicamente pelo pandeiro, mineiro (um tipo de chocalho) e a bage (um tipo de reco-reco). Existem variações nas quais a viola e o bombo também fazem parte da formação instrumental.

Ciranda

Inicialmente realizada em ambientes ao ar livre, como a beira da praia ou pontas de ruas, a Ciranda ganhou grande popularidade nas décadas de 60 e 70, principalmente nos estados da Paraíba e Pernambuco, passando a ser aderida pela classe média, ganhando espaço em diversos locais urbanos, como pontos turísticos, restaurantes, bares e clubes sociais. É comum o vocábulo “Ciranda” estar associado à uma dança de brincadeira de criança, como na canção “Ciranda Cirandinha”. Porém, a palavra também designa este folguedo dançado em roda por adultos, com fortes características agregadoras, onde qualquer pessoa, sem distinção de classe, gênero e idade, pode participar, inclusive as crianças. Sua música pode ser somente cantada, puxada pelo mestre que se posiciona no centro da roda, porém é comum o acompanhamento de instrumentos de sopro ou até da sanfona. Na percussão estão presentes a caixa (ou tarol), um instrumento grave (surdo, bombo ou alfaia) e um chocalho, normalmente o ganzá.

Coco

Manifestação popular de origem afro-indígena, o Coco ocorre principalmente no território nordestino brasileiro. Com muitas variações possíveis de estilo, em cada região ganha um nome específico: Coco de Roda, Coco de Zambê, Coco de Embolada, Coco de Umbigada, Samba de Coco, Coco de Toré, dentre outros. Nota-se que dos batuques africanos o coco herdou as células rítmicas e a umbigada, e do toré indígena as pisadas de pé e o sapateado. Dentre as possíveis histórias da origem do ritmo pode-se citar duas delas: a primeira é que no ofício de se abrir o coco para a extração do fruto os trabalhadores cantavam melodias enquanto percutiam com o coco na pedra, nascendo daí a célula percussiva do ritmo; a segunda é que durante a construção das casas de taipa era realizado uma festa com o ritmo de coco para que o chão fosse assentado pelo sapateado dos brincantes. É comum dentre todos os estilos a estrutura de estrofe-refrão, onde o cantador principal tira os versos, enquanto o coro responde o estribilho. Na percussão o pandeiro quase sempre está presente, exibindo diferentes levadas e formas de tocar. Dentre os tambores, os instrumentos que aparecem acompanhando o ritmo do coco são: zabumba, alfaia, surdo, caixa, congas e tambores de mão em geral. Além dos tambores, também são recorrentes o ganzá, o xequerê, o triângulo e as palmas.

Coco de Zambê

Conhecido em tempos passados pelo nome de Pau Furado, o Coco de Zambê é uma manifestação popular presente no litoral sul do estado do Rio Grande do Norte, mais especificamente no município de Tibau do Sul. Sua dança é feita com os brincantes formando uma roda em volta dos instrumentos, onde cada dançarino realiza seus passos improvisados, com rodopios e saltos, saudando o tambor mais grave, chamado de zambê. Além do canto, três instrumentos de percussão acompanham o ritmo: dois tambores e uma lata. Os tambores são fabricados de um tronco ocado, podendo ser de coqueiro ou de timbaúba, com uma pele animal tensionada. A lata, normalmente de tinta ou de manteiga, é tocada com duas baquetas e pendurada por uma corda no pescoço do músico. Sua música é de andamento frenético, levando qualquer pessoa a querer brincar dentro da roda.

Forró

O Forró é um gênero musical brasileiro que surgiu em bailes realizados no final do século XIX, na região do nordeste do país. Hoje, no entanto, está bastante difundido e ocorre por todos os estados do Brasil. O ritmo se alastrou pelo território nacional através do artista Luiza Gonzaga nas décadas de 1950 e 60, e também com a migração de nordestinos para outros estados em busca de melhores condições de vida ocorrida principalmente nas décadas de 60 e 70. Atualmente existem vários estilos de forró, desde o estilo mais tradicional, aquele chamado de “Forró Pé de Serra”, até o mais contemporâneo, o qual faz o uso da tecnologia, conhecido como “Forró Eletrônico”. Na formação instrumental tradicional, nomeada Trio de Forró, temos sanfona, zabumba e triângulo, porém é comum a presença de outros instrumentos como baixo, violão, guitarra, bateria, pandeiro, agogô e chocalho. Dentro do baile do Forró podem ser executados diferentes ritmos, que variam em andamento e levada rítmica. Para este banco de loops foram escolhidos os ritmos de Xote, Baião, Forró e Arrasta-Pé.

Frevo

Declarado Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2012, o Frevo nasceu na efervescência do carnaval de rua do Recife. Seu nome é uma corruptela do verbo “frever” e, como alguns brincam, seu aniversário é comemorado no dia “9 de frevereiro”. Alguns blocos são verdadeiros símbolos do carnaval brasileiro, como o Clube das Vassourinhas, Os Bonecos Gigantes e O Galo da Madrugada, este último já considerado o maior bloco de carnaval do mundo. A dança, bastante influenciada pela capoeira, apresenta uma grande variedade de passos, como Ponta de Pé e Calcanhar, Ferrolho, Tesoura, Saci-Pererê e Roda Gigante. Existem essencialmente três tipos de frevo, o Frevo de Rua – com predominância de instrumentos de sopro, como trompete, trombone, saxofones; o Frevo de Bloco – que pode conter instrumentos de cordas, como violão, banjo e cavaquinho; e o Frevo Canção – normalmente feito em um andamento mais lento e podendo ser cantado. Na percussão temos o pandeiro, o surdo e a caixa, esta última com um papel fundamental, acompanhando todos os desenhos rítmicos da melodia.

Maracatu Nação

Conferido com o título de Patrimônio Cultural do Brasil em 2014, o Maracatu Nação é uma arte performática popular na qual um cortejo real desfila pelas ruas de Recife e arredores durante o carnaval, acompanhado por uma orquestra de percussão. Também conhecido como Maracatu de Baque Virado, é um folguedo fortemente ligado às religiões dos terreiros de xangô e jurema. Acredita-se que sua origem está associada às antigas festas de celebração dos Reis do Congo. Um dos instrumentos mais representativos do Maracatu Nação sem dúvida é a alfaia, também chamada de tambor de maracatu ou bombo. Com o corpo feito de madeira, sua amarração é feita por cordas entrelaçadas e podem variar em diferentes tamanhos – do grave para o agudo os tambores são organizados como Marcante, Meião e Repique. Também integram a orquestra de percussão o Gonguê, o Tarol, a Caixa de Guerra, o Ganzá, o Xequerê ou Agbê e o apito do mestre. Em alguns grupos o atabaque também é utilizado.

Maracatu Rural ou Maracatu do Baque Solto

Brincadeira popular que surgiu provavelmente entre o fim do século XIX e início do XX, o Maracatu Rural ocorre na Zona da Mata Pernambucana e também na região Metropolitana de Recife. É durante o carnaval que a maioria dos grupos realizam suas apresentações. O folguedo guarda uns dos personagens mais icônicos cultura popular brasileira, o Caboclo de Lança. Com movimentos coreográficos aguerridos e lança nas mãos sua vestimenta impressiona: peruca gigante, roupas coloridas, lenço, óculos escuros, flor presa aos dentes e o surrão – um conjunto de 4 a 5 sinos presos às costas os quais o brincante chacoalha com precisos movimentos corporais. Apesar de partilhar do mesmo vocábulo, musicalmente o Maracatu Rural se distingue radicalmente do Maracatu Nação. Com ritmo bastante acelerado (por volta de 180 bpm), além da voz e dos instrumentos de percussão, o trombone, trompete e saxofone também integram o conjunto musical, onde são chamados de terno. Por esse motivo o folguedo também é conhecido como Maracatu de Orquestra. Quando o mestre desenvolve suas rimas cantadas os instrumentistas aguardam em silêncio, e assim a estrutura musical se dá, intercalando momentos vocais com instrumentais. Na percussão temos o tarol (caixa), a poica (cuíca grave), a mineiro (ganzá), o bombo (também chamado de surdo) e o gonguê (necessariamente com duas campânulas).

Samba

O surgimento do Samba está intrinsecamente associado aos terreiros religiosos de culto aos orixás. É um dos gêneros musicais brasileiros mais difundidos pelo mundo e tem como expressão máxima os desfiles de escola de samba durante o carnaval do Rio de Janeiro e São Paulo. O ritmo, que já foi muito oprimido pela polícia e pela sociedade racista no início do século XX, hoje goza reconhecimento como patrimônio cultural imaterial do Brasil. Dentre os principais estilos de samba temos Samba de Roda, Samba de Breque, Samba Enredo, Partido Alto, Samba Canção, Pagode e Bossa Nova. Atualmente uma grande variedade de instrumentos de sopros e cordas podem fazer parte da orquestração do Samba, sendo a flauta transversal e o cavaquinho os mais característicos. Na percussão até um prato de comer e uma faca já foram essenciais para o acompanhamento rítmico. Neste banco de loops estão presentes os instrumentos que formam a base percussiva do Samba: pandeiro, surdo, tamborim e chocalho.

Sobre o Músico

Foto do Músico Leonardo Gorosito

Percussionista

Produtor musical

Arranjador

Para ajudar no planejamento do conteúdo e na execução musical, contamos com Leonardo Gorosito, percussionista com grande experiência em ritmos brasileiro.

Leonardo Gorosito, timpanista da Orquestra Sinfônica do Paraná, possui Bacharelado pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), como aluno de John Boudler, Carlos Stasi e Eduardo Gianesella, e Mestrado em Percussão pela Yale University, sob a orientação do professor Robert Van Sice, onde também concluiu seu Diploma de Artista. Foi integrante da Orquestra Sinfônica do Espírito Santo, onde em abril de 2016 foi convidado a solar sua própria composição Concertino para Percussão e Orquestra. Fez parte da Yale Philharmonia Orchestra e do Grupo de Percussão da Yale University, com os quais se apresentou no prestigiado palco do Carnegie Hall. Fez turnê pela África com a Banda Sinfônica da Yale e ministrou cursos de percussão brasileira na França. Voltou ao Brasil convidado a dirigir musicalmente os espetáculos “Amado”, “Húmus” e “Pai”, todos produzidos pelo Instituto Brincante, trabalhando ao lado do multiartista Antonio Nóbrega.

Ao lado de Rafael Alberto compõe o DESVIO, duo de percussão que desenvolve a música de câmara brasileira através de seus concertos e composições autorais. As obras Sementes e Ao Léu, foram rapidamente absorvidas pela comunidade percussiva internacional, sendo executadas nos Estados Unidos, França, Bélgica, Dinamarca, Hungria, Coréia do Sul, entre outros. Do festival Circuito de Música Acústica, realizado em Minas Gerais, o duo saiu vencedor e teve como prêmio um show ao lado do músico Hamilton de Holanda. Em novembro de 2016 DESVIO realizou um concerto com composições próprias ao lado da Orquestra Ouro Preto no Teatro SESC Palladium em Belo Horizonte, ocasião na qual o Concerto para dois Pandeiros e Orquestra de Cordas teve sua estréia mundial.

Perguntas Frequentes

Posso usar os loops e samples em músicas comerciais?

Sim! Todos os nossos pacotes são livres de royalties, o que significa que você pode usar os sons em produções comerciais, trilhas, podcasts, vídeos ou qualquer outro projeto, sem pagar taxas adicionais.

Em quais formatos os arquivos são entregues?

Todos os loops e samples são entregues em formato WAV 24bit, compatível com qualquer software de produção musical (DAW), como Ableton Live, FL Studio, Logic Pro, Pro Tools, entre outros.

Os sons são realmente brasileiros?

Sim! Trabalhamos com ritmos e instrumentos originários de diversas regiões do Brasil — como maracatu, coco, samba, frevo, forró, entre outros — gravados por músicos especializados nesses gêneros.

Como funciona o pagamento?

Você pode pagar com cartão de crédito, Pix ou PayPal. O site é seguro e utiliza plataformas confiáveis para garantir a proteção dos seus dados.

Quando recebo os arquivos após a compra?

Após a confirmação do pagamento, o download é liberado imediatamente. Você também recebe um link por e-mail para acessar o material sempre que precisar.

Preciso dar créditos ao usar os samples?

Não é obrigatório, mas é sempre bem-vindo! Se quiser nos mencionar, isso ajuda a divulgar o trabalho e valorizar a música brasileira.

Posso modificar os loops?

Sim! Todos os arquivos podem ser cortados, editados, processados e manipulados da forma que você quiser dentro do seu projeto.